“Por um punhado de terra” abre o Periferias

“Por um punhado de terra”, do Teatro Art´Imagem(Porto/Portugal), abre a 1ª edição do Periferias.

Flávio Hamilton, in "Por um punhado de terra"

_”Pântano. Em todo o palco, vinte centímetros de terra

barrenta. Vem, do horizonte à boca de cena, um homem

negro. Os pés mergulham na lama. O homem coxeia da

perna direita. O homem vem, devagar. Chega à boca de

cena. E diz: Toma o meu corpo senhor do fogo! Vem e

devasta esta terra estrangeira!

Este homem negro é um escravo trazido à força de

África para uma terra de que nunca ouvira falar – Portugal.

Ele nos dirá, num português ainda mal apreendido, mas

de imagens poderosas e numa linguagem poética

singular, à moda de um contador de histórias de tradição

oral africanas, como um dia chegaram à sua aldeia os homens brancos “feios, com cabeças de metal e pele

de ferro, por sobre a pele cor de leite velho estragado”.

De como lhe mataram a mulher, os filhos e os amigos, de como destruíram a sua aldeia e aniquilaram o

seu povo.

De como foram levados, sobre as ordens de uma tal “o infante”, num grande barco maior que

“montanhas de madeira” para estas terras de desterro.

É tal a sua solidão e a sua tristeza que o homem negro, despojado do seu punhado de terra evocará e

pedirá aos seus deuses a morte e a maldição dos estrangeiros e seus descendentes, responsáveis pela sua

desdita e a destruição do seu povo.

E, é ainda com a terra estrangeira que o homem negro se despede da vida e da sua terra.

Pântano. Em todo o palco, vinte centímetros de terra

barrenta. Vem, do horizonte à boca de cena, um homem

negro. Os pés mergulham na lama. O homem coxeia da

perna direita. O homem vem, devagar. Chega à boca de

cena. E diz: Toma o meu corpo senhor do fogo! Vem e

devasta esta terra estrangeira!

Este homem negro é um escravo trazido à força de

África para uma terra de que nunca ouvira falar – Portugal.

Ele nos dirá, num português ainda mal apreendido, mas

de imagens poderosas e numa linguagem poética

singular, à moda de um contador de histórias de tradição

oral africanas, como um dia chegaram à sua aldeia os homens brancos “feios, com cabeças de metal e pele

de ferro, por sobre a pele cor de leite velho estragado”.

De como lhe mataram a mulher, os filhos e os amigos, de como destruíram a sua aldeia e aniquilaram o

seu povo.

De como foram levados, sobre as ordens de uma tal “o infante”, num grande barco maior que

“montanhas de madeira” para estas terras de desterro.

É tal a sua solidão e a sua tristeza que o homem negro, despojado do seu punhado de terra evocará e

pedirá aos seus deuses a morte e a maldição dos estrangeiros e seus descendentes, responsáveis pela sua

desdita e a destruição do seu povo.

E, é ainda com a terra estrangeira que o homem negro se despede da vida e da sua terra.

Pântano. Em todo o palco, vinte centímetros de terra

barrenta. Vem, do horizonte à boca de cena, um homem

negro. Os pés mergulham na lama. O homem coxeia da

perna direita. O homem vem, devagar. Chega à boca de

cena. E diz: Toma o meu corpo senhor do fogo! Vem e

devasta esta terra estrangeira!

Este homem negro é um escravo trazido à força de

África para uma terra de que nunca ouvira falar – Portugal.

Ele nos dirá, num português ainda mal apreendido, mas

de imagens poderosas e numa linguagem poética

singular, à moda de um contador de histórias de tradição

oral africanas, como um dia chegaram à sua aldeia os homens brancos “feios, com cabeças de metal e pele

de ferro, por sobre a pele cor de leite velho estragado”.

De como lhe mataram a mulher, os filhos e os amigos, de como destruíram a sua aldeia e aniquilaram o

seu povo.

De como foram levados, sobre as ordens de uma tal “o infante”, num grande barco maior que

“montanhas de madeira” para estas terras de desterro.

É tal a sua solidão e a sua tristeza que o homem negro, despojado do seu punhado de terra evocará e

pedirá aos seus deuses a morte e a maldição dos estrangeiros e seus descendentes, responsáveis pela sua

desdita e a destruição do seu povo.

E, é ainda com a terra estrangeira que o homem negro se despede da vida e da sua terra.

Pântano. Em todo o palco, vinte centímetros de terra

barrenta. Vem, do horizonte à boca de cena, um homem

negro. Os pés mergulham na lama. O homem coxeia da

perna direita. O homem vem, devagar. Chega à boca de

cena. E diz: Toma o meu corpo senhor do fogo! Vem e

devasta esta terra estrangeira!

Este homem negro é um escravo trazido à força de

África para uma terra de que nunca ouvira falar – Portugal.

Ele nos dirá, num português ainda mal apreendido, mas

de imagens poderosas e numa linguagem poética

singular, à moda de um contador de histórias de tradição

oral africanas, como um dia chegaram à sua aldeia os homens brancos “feios, com cabeças de metal e pele

de ferro, por sobre a pele cor de leite velho estragado”.

De como lhe mataram a mulher, os filhos e os amigos, de como destruíram a sua aldeia e aniquilaram o

seu povo.

De como foram levados, sobre as ordens de uma tal “o infante”, num grande barco maior que

“montanhas de madeira” para estas terras de desterro.

É tal a sua solidão e a sua tristeza que o homem negro, despojado do seu punhado de terra evocará e

pedirá aos seus deuses a morte e a maldição dos estrangeiros e seus descendentes, responsáveis pela sua

desdita e a destruição do seu povo.

E, é ainda com a terra estrangeira que o homem negro se despede da vida e da sua terra.

Pântano. Em todo o palco, vinte centímetros de terra

barrenta. Vem, do horizonte à boca de cena, um homem

negro. Os pés mergulham na lama. O homem coxeia da

perna direita. O homem vem, devagar. Chega à boca de

cena. E diz: Toma o meu corpo senhor do fogo! Vem e

devasta esta terra estrangeira!

Este homem negro é um escravo trazido à força de

África para uma terra de que nunca ouvira falar – Portugal.

Ele nos dirá, num português ainda mal apreendido, mas

de imagens poderosas e numa linguagem poética

singular, à moda de um contador de histórias de tradição

oral africanas, como um dia chegaram à sua aldeia os homens brancos “feios, com cabeças de metal e pele

de ferro, por sobre a pele cor de leite velho estragado”.

De como lhe mataram a mulher, os filhos e os amigos, de como destruíram a sua aldeia e aniquilaram o

seu povo.

De como foram levados, sobre as ordens de uma tal “o infante”, num grande barco maior que

“montanhas de madeira” para estas terras de desterro.

É tal a sua solidão e a sua tristeza que o homem negro, despojado do seu punhado de terra evocará e

pedirá aos seus deuses a morte e a maldição dos estrangeiros e seus descendentes, responsáveis pela sua

desdita e a destruição do seu povo.

E, é ainda com a terra estrangeira que o homem negro se despede da vida e da sua terra.

Pântano. Em todo o palco, vinte centímetros de terra

barrenta. Vem, do horizonte à boca de cena, um homem

negro. Os pés mergulham na lama. O homem coxeia da

perna direita. O homem vem, devagar. Chega à boca de

cena. E diz: Toma o meu corpo senhor do fogo! Vem e

devasta esta terra estrangeira!

Este homem negro é um escravo trazido à força de

África para uma terra de que nunca ouvira falar – Portugal.

Ele nos dirá, num português ainda mal apreendido, mas

de imagens poderosas e numa linguagem poética

singular, à moda de um contador de histórias de tradição

oral africanas, como um dia chegaram à sua aldeia os homens brancos “feios, com cabeças de metal e pele

de ferro, por sobre a pele cor de leite velho estragado”.

De como lhe mataram a mulher, os filhos e os amigos, de como destruíram a sua aldeia e aniquilaram o

seu povo.

De como foram levados, sobre as ordens de uma tal “o infante”, num grande barco maior que

“montanhas de madeira” para estas terras de desterro.

É tal a sua solidão e a sua tristeza que o homem negro, despojado do seu punhado de terra evocará e

pedirá aos seus deuses a morte e a maldição dos estrangeiros e seus descendentes, responsáveis pela sua

desdita e a destruição do seu povo.

E, é ainda com a terra estrangeira que o homem negro se despede da vida e da sua terra”.

(Sinopse do espectáculo)

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